sábado, 8 de setembro de 2007

A uma amizade



Por entre tempos

que nunca passaram

sob chuvas

que nunca choveram

entre terras

que nunca pisaram

e lendo cartas que nunca escreveram...

Me vejo...

Entre anjos

que não se salvaram

acima dos céus

que nunca desceram

nas horas

que nunca contaram

e nos dias

que não te viveram

Te vejo

Nos doces sonhos

que não sonhamos

nas cartas

que nunca escrevemos

Nos beijos

que nunca damos

nos laços

que nunca perdemos

nos vejo...