segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O grito

Uma orquídea que em choro escreve
É um verso maltrapilho e tristonho
Escrito por um poeta medonho
Que está alma perdida lhe deve.

Um verso meu que estava perdido
Por entre pedras mundo adentro,
Entre gritos e grande tormento
Foi declamado num só gemido.

Acorda, e escreve uma rosa rara;
Pois quem ama nunca se cala,
Escreve na areia, escreve no sol.

Fala no canto de um rouxinol
E usa do vento p’ra levar a fala
Ao coração surdo que nunca se abala