segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O grito

Uma orquídea que em choro escreve
É um verso maltrapilho e tristonho
Escrito por um poeta medonho
Que está alma perdida lhe deve.

Um verso meu que estava perdido
Por entre pedras mundo adentro,
Entre gritos e grande tormento
Foi declamado num só gemido.

Acorda, e escreve uma rosa rara;
Pois quem ama nunca se cala,
Escreve na areia, escreve no sol.

Fala no canto de um rouxinol
E usa do vento p’ra levar a fala
Ao coração surdo que nunca se abala

Sozinho

"Eu procuro entender porque sou tão importante pra você, já que é bem melhor ser importante pra si mesmo..."
É um verso unico porém confuso, como é ser importante pra alguém????
Nunca sentimos de verdade o tamanho dessa importância e quando remetemo-nos a Sheakspear, na máxima de que mesmo que você não seja importante como quer, pode ser o mais importante que alguém pode julgar pra si mesmo, tornamo-nos ainda mais confusos...
Esse sentimento que nos damos conta pode ser na verdade algo que como um egoismo tolo e inútil, queremos ser o mais importante em tudo e para tudo, na verdade como já havia dito antes, todos os sonhos tem o sonhador no centro dos seus sonhos, por isso todo sonho é egoísta, se doar é algo que nem sempre estamos dispostos, ou mesmo dividir nossos maiores pesadelos e sonhos com alguém...
Nunca existem em nosso pensamento alguém tão importante que possa sobrepujar nosso ego e então ser mais importante para nós que nós mesmos.Isso sim é a essência do mais valoroso amor...Colocar nosso ego abaixo daquilo que amamos...




sábado, 8 de setembro de 2007


Deixamos pra depois uma conversa amiga
que fosse para o bem, que fosse uma saída
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentido
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
for nunca mais...nunca mais
Deixamos de sentir o que a gente sentia
que trazia cor ao nosso dia a dia
Deixamos de dizer o que a gente dizia
Deixamos de levar em conta a alegria
Deixamos escapar por entre nossos dedos
A chance de manter unidas as nossas vidas
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
for nunca mais...nunca mais

A uma amizade



Por entre tempos

que nunca passaram

sob chuvas

que nunca choveram

entre terras

que nunca pisaram

e lendo cartas que nunca escreveram...

Me vejo...

Entre anjos

que não se salvaram

acima dos céus

que nunca desceram

nas horas

que nunca contaram

e nos dias

que não te viveram

Te vejo

Nos doces sonhos

que não sonhamos

nas cartas

que nunca escrevemos

Nos beijos

que nunca damos

nos laços

que nunca perdemos

nos vejo...